segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Ricardinho e o Vôlei

Apesar de ser mais fã de esportes másculos (MMA, futebol americano, rugby, pelota vasca e tiro) eu preciso comentar um fato que ocorreu no mês passado e não sai da minha cabeça. O corte do Ricardinho (retratado na foto acima) da seleção brasileira de voleibol.

Certamente o técnico, Bernardinho, teve suas razões e, de acordo com o que eu li a respeito, eu dou toda razão ao técnico - o "melhor" jogador da seleção e capitão da equipe deveria ter mantido o acordo que foi feito antes da competição. Faltou pulso ao futuro imortal da Acadêmia Brasileira de Paulo Coelhos para acalmar os jogadores na suposta votação que ocorreu (se é que tenha acontecido, já que ele é o único que diz que houve). Não só isso, faltou elegância ao estimado levantador ao tratar do assunto, preferindo colocar seus colegas de equipe em situações difíceis e abalar toda a equipe com sua atitude chula, destinada a garantir mais minutos na TV para promover seu livro autobiográfico que deveria ter como título "OLHEM PRA MIM! OLHEM PRA MIM! OLHEM PRA MIM!" com o subtítulo "Olhem pra mim! Olhem pra mim! Olhem pra mim!"

Tal pessoa, egoísta e disposto a deixar seus "amigos" em situações embaraçosas só para tirar uma graninha extra (que não precisa dividir com ninguém, é claro) não deve fazer parte de nenhuma equipe.

O Bernardinho, em contra partida, manteve-se quieto quanto ao corte e não quis comentar o assunto. Ao mesmo tempo mostrou coragem ao substituir o mal caráter com seu filho - uma convocação que muitos questionaram.

No final, os resultados não mentem, o Brasil dominou a competição e agora segue sem o peso morto do ingrato. Tomara que seu livro seja um fracasso de vendas e que a mídia em geral não lhe dê mais atenção - assim ele aprenderá sua lição e pedirá, com humildade, uma vaga na seleção, caso houver uma vaga para criadores de caso.

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